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AGORA SE SABE O QUE ELES QUERIAM!

 31 de março de 1964 – Com o País próximo do caos, as famílias nas ruas, já
desesperadas, em uníssono com a imprensa majoritária, pedem socorro às Forças
Armadas, a única Instituição Nacional ainda sob controle, no Brasil. Também
assediadas, porém, começavam a revelar os primeiros sinais de desagregação dos
seus pilares básicos da Disciplina e da Hierarquia.

 Os poderes Legislativo e Judiciário tombavam inertes, impotentes ante a
conivência do Executivo com a balbúrdia, este, chefiado por personalidade
pusilânime e submissa, dominada por praticantes extremados de ideologias
radicais.

 
Era preciso agir rapidamente, antes que fosse tarde demais. Assim, mais uma
vez, os cidadãos fardados se apresentaram em defesa da Pátria ameaçada, com o
objetivo único de restabelecer a ordem  institucional no País.

 Desde os primeiros momentos, foi necessário o uso forte da autoridade para que
os objetivos fossem alcançados, no mais curto prazo possível, entretanto, sem
ruptura da base institucional republicana.

 Foram vinte-e-um anos de trabalho árduo e construtivo, com planejamento e
competência, que nos levaram da 45a, à 8a. economia do planeta, registrando,
nesse período, a média anual de cerca de 7% de crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) nacional – marca jamais atingida em qualquer outro governo na
história do Brasil.

 A sociedade vivia em paz, com segurança e farta oferta de empregos, usufruindo
de contínuo crescimento tecnológico e das disponibilidades de energia,
transporte e comunicações, juntamente a inúmeros outros benefícios sociais e
estruturais, que não cabem aqui ser enumerados.

 Inconformada com a frustração de seus planos de dominação, uma minoria
sectária deu início, de forma subterrânea e covarde, a uma seqüência de ações
de violência urbana, nelas incluídos, entre outros, os seqüestros e assaltos a
bancos, além de assassinatos de inocentes e de "justiçamentos" selvagens.
Desempenharam, assim, o papel de verdadeiros precursores das ações de
terrorismo indiscriminado e inconseqüente, que, hoje, têm seus seguidores nos
atores do crime organizado, que apavora a sociedade indefesa.

 Depois, vieram os governos da Nova República e, com eles, um longo período de
recessão econômica (1985 a 2006) que continua até hoje.
 Tais governos, gradativamente, foram sendo exercidos por políticos
oportunistas, que se tornaram simpatizantes dos ex-guerrilheiros, sem conseguir
recuperar o ritmo de crescimento anterior.

 Finalmente, em 2003 deu-se a subida, ao poder, do partido liderado pelos
representantes legítimos dos "heróis da resistência".

 A expectativa era enorme: "Agora, sim, vamos romper com o FMI, dar um calote
na dívida externa, o País vai crescer, e o povo vai ter mais emprego com
melhores salários".

 Nada disso aconteceu, a não ser as indenizações milionárias com dinheiro do
povo, para alguns privilegiados, concedidas pelos, antes, sóbrios
companheiros "guerrilheiros" que, agora, se refestelaram no Poder e, pasmem,
assustaram a Nação com a prática do maior esquema de corrupçã institucional já
visto, sem paralelo, inclusive, no campo internacional. Instalaram-se as CPMI,
instauraram-se processos judiciais paralelos, com o inesgotável crescimento de
uma extensa relação de nomes daqueles que praticaram essas ilegalidades. Alguns
notórios líderes partidários, verdadeiros ícones da "resistência", agora
surpreendidos com a "mão na massa", envergonharam o sistema político e a
própria Nação Brasileira, interna e externamente.

 Diante dessa desenfreada distribuição do dinheiro público, tendo, como
beneficiários, os próprios membros do partido do governo que "chafurdaram" no
pote de ouro roubado à Nação, por meio dos superfaturamentos de serviços
prestados às empresas públicas, pergunta-se:

 Foi para isso que eles praticaram tantas atrocidades para a conquista do Poder?

 Será que era só isso que eles queriam?

 Ten.-Brig. Ivan Frota

 Presidente do Clube de Aeronáutica

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