Apesar de não poder confirmar a fonte e a fidedignidade da mesma, faço minhas as palavras. Minhas e de todos os funcionários da Educação deste grande Estado!

 

Excelentíssima Senhora Secretária da Educação do Estado de São Paulo:

Nós, Supervisores de Ensino de Ribeirão Preto, abaixo identificados,  temos acompanhado com grande interesse e renovada esperança os seus pronunciamentos, em virtude de sua trajetória profissional à frente de importantes pastas e projetos da área educacional.

Lemos atentamente o documento SEE de SP – Uma Nova Agenda para a Educação Pública – e assistimos com atenção ao vídeo em que Vossa Excelência apresenta esclarecimentos sobre o assunto.

Afinal, o desempenho insuficiente do sistema, as crescentes taxas de reprovação em todas as séries e a necessidade de melhorar a qualidade do ensino público são preocupações sempre presentes em nossa pauta de trabalho.

As metas a serem atingidas até 2010 contemplam nossos anseios de educadores sérios e comprometidos com seu trabalho. Não obstante, a gestão para incentivos e política de resultados não nos satisfaz, ávidos que estamos por uma recomposição salarial justa e de direito, que nos é negada há cerca de doze anos.

Os governos sucedem-se e assistimos à ausência de implantação de uma política salarial consistente, que acompanhe o custo de vida e os reajustes que ocorrem no mercado.

Queremos dar um basta à política de concessão de gratificações, abonos e outros subterfúgios semelhantes.

Não nos seduz a antecipação parcelada de um bônus a que fazemos jus, assumindo o Estado papel de agência bancária, que antecipa devolução de imposto de renda a cidadãos desesperados, falidos, dispostos a pagar qualquer preço por um pequeno numerário que vai desafogá-los.

O recebimento de um mês de licença-prêmio em dinheiro, em um Projeto de Lei cheio de restrições e com vigência em um futuro em que nem nos sabemos vivos, também não nos consola. Receber este benefício em pecúnia, além de ser uma troca de descanso merecidamente conquistado por dinheiro incerto, significa apenas devolver um direito que já tínhamos e que nos foi retirado.

E a vinculação de aumentos salariais aos resultados obtidos pelas escolas? Que influência pode ter uma equipe gestora de uma escola de periferia, onde o alunado migrante evade-se, não acompanha a turma ou, ainda, matricula-se apenas para pegar uma declaração de que está estudando, a fim de atender pedidos de empresas nas quais pretende trabalhar? Se este aluno consegue um emprego, muitas vezes não reaparece na escola no dia seguinte. Como se vê, a questão da evasão é complexa e nem sempre o aluno que se evadiu teve a oportunidade de viver a influência positiva da escola.

O que se entende por “extensão da verba de representação à Equipe Gestora?” A quanto monta tal verba? Ela é percebida nos períodos de férias? É incorporada ao salário?

Precisamos deixar claro qual é nosso desejo único e inegociável: a incorporação das gratificações, especialmente a GAM (e não da gratificação irrisória de R$.53,00, que vem distorcendo a opinião pública sobre os nossos reais salários), a fixação de um percentual de reajuste que nos permita honrar nossos compromissos face aos abusivos aumentos de água, energia elétrica, telefone, impostos, taxas, transportes (pedágios!).

Se os movimentos de paralisação e greve não têm tido adesão correspondente à nossa justa indignação é porque não queremos penalizar ainda mais os alunos de nossas escolas públicas, os maiores prejudicados com tais movimentos e não podemos ter um único dia descontado, ou nossos pequenos salários serão insuficientes para uma sobrevivência digna.

Afinal, a categoria do magistério não merece tratamento tão inadequado, principalmente nós, Supervisores de Ensino, que estamos dispostos a implementar cada uma das ações contidas no pronunciamento de Vossa Excelência, buscando atingir todas as metas ali traçadas.

Ao encerrarmos esta exposição, queremos esclarecer que depositamos profundas esperanças no atual Governo e estamos atendendo ao convite que Vossa Excelência nos fez para expressar os nossos sonhos e nossos desejos, por meio deste canal de comunicação.

Pedimos, pois, que o Governo reflita sobre o assunto e seja capaz de adotar medidas efetivas para valorização do magistério, com atualização de salários que não são reajustados há mais de uma década.

Respeitosamente,

Supervisores de Ensino

DE Ribeirão Preto

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