Brasil e Educação

     Todos sabem que o Brasil teve um dos piores índices mundiais das trinta e duas nações que realizaram a avaliação do PISA. Isso abriu uma grande discussão em nosso país a respeito da qualidade educacional que está sendo oferecida na Escola para nossas crianças. Jornalistas e economistas como Gustavo Yoschpe em sua coluna na revista Veja, atribuem o fracasso escolar a incompetência do professor brasileiro e utiliza números que só Deus sabe de onde tirou para comprovar suas afirmações.

 

     A comparação absurda do que é investido do PIB da maior nação do mundo em Educação, os  EUA e os investimentos do PIB do Brasil na mesma área contraria o bom senso de qualquer cidadão que tenha um mínimo de conhecimento em Economia, ou contrariaria também os leigos no assunto se estes tivessem obtido de nosso governo uma Educação não excludente e preocupada na formação de cidadãos críticos e que não aceitam em primeira mão qualquer informação imposta e não confirmada. Claro, não é do interesse de nenhum governo do mundo, principalmente dos países capitalistas que as grandes massas possuam este tipo de consciência de não conformidade. A manutenção do poder é muito mais prática com a formação de cidadãos apolíticos em um país onde o voto é obrigatório.

 

     Venhamos e convenhamos comparar nossos míseros 600 bilhões com os 9,9 trilhões de dólares norte americanos e a porcentagem gasta do PIB na Educação dos dois países seria no mínimo um impropério.

    

     Impropério também é comparar o salário do professor brasileiro com o dos demais países do mundo em desenvolvimento. A perda do poder de compra do professor brasileiro força-o a ter até três empregos para poder manter uma família, ou no mínimo o que lhe é garantido pela nossa constituição.

 

     Estive lendo recentemente sobre as reformas implementadas em países como o Chile, e alguns outros de nossos vizinhos sul-americanos, e pude constatar o quanto suas reformas educacionais parecem estar no caminho certo. Por que será que não conseguimos isto no Brasil? Alguns, estudiosos, afirmam categoricamente que o problema está "nas grandes corporações sindicais que não chegam em acordo para a realização de um salto na qualidade da Educação brasileira”.  Em minha concepção o grande problema é que os professores também se tornaram apolíticos, vide a última greve da categoria entregue sem ao menos conseguirmos unir a categoria na defesa de seus direitos básicos; direitos estes adquiridos pela categoria em sua luta histórica e retirados por Decreto do atual  Governo de São Paulo.

Infelizmente tenho que deixar isto registrado, o Brasil é um do poucos países do mundo em que um decreto possui mais força que a própria constituição. Novamente reitero a decepção pela falta de consciência política de uma classe que deveria ser a elite intelectual do país.

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