O Xintoísmo, a bela mitologia japonesa

     Segundo a mitologia japonesa, o mundo, ou melhor as ilhas do Japão, foram criadas por duas divindades primordiais, Izanagi e Izanami, moradores das altas planícies do céu. Muito parecida com a mitologia nórdica, onde existe a Ponte Bifrost, ou Ponte Arco-Íris, eles pararam sobre uma ponte chamada Ponte Flutuante do Céu, de onde deram substância a todo à criação. Durante a separação das águas e dos céus, os deuses remexeram as águas com uma lança e fizeram a primeira ilha, onde construíram uma casa com um pliar no qual caminharam em volta, cada um em uma direção. Quando se encontraram, se casaram e Izanami deu à luz às oito ilhas do Japão e ao panteão de deuses japoneses.

     Uma das deusas filhas de Izanami e Izanagi foi Amateratzu, deusa do sol. Diferentemente de outros panteões, o Sol, um princípio masculino na maioria das mitologias era encarnado por uma deusa um tanto quanto tímida, que nasceu do olho de seu pai. Conta sua lenda mais famosa que assustada com a violência de seu irmão Suzanoo, o deus do trovão, se escondeu em uma caverna, mergulhando o mundo na escuridão e na morte, pois sem o sol, a vida não floresce. Os deuses preocupados, fizeram de tudo para tirá-la da caverna, acenderam fogueiras, fizeram os galos cantar, tocaram músicas e até colocaram a deusa da felicidade Uzume para dançar em frente a caverna. As canções cantavam sobre uma outra deusa mais brilhante que o sol, e logo os deuses colocaram um espelho mágico em frente a caverna. Amateratzu ficou curiosa e foi espiar, refletiu-se no espelho mágico, e encantada com o brilho,  que era sua própria imagem refletida no espelho, deixou que os outros deuses a puxassem para fora da caverna e o sol novamente voltou a brilhar.

    Outra estória dos deuses, conta como Izanami se torna a deusa do submundo, após ser queimada por um de seus filhos, Kagutsuchi, o deus do fogo. Algumas fontes relatam que ele não teve culpa de matar a mãe. Seu pai, Izanagi vinga-se e mata o filho, que se torna oito novos deuses e deusas à partir de seu sangue e oito deuses das montanhas brotaram dos restos de seu corpo.

    Outro deus respeitado no panteão japonês e Susanoo, o deus do trovão e das tempestades. Desde criança sua força era maior entre os deuses, e sua fúria devastava a Terra. Foi expulso dos céus pelos outros deuses, mas continuou aprontando das suas por aqui mesmo. Mas esta é outra estória!

Todas estas histórias são contadas no livro Kojik, escrito no século VIII.

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