Davi de Michelângelo e Galathea de Pigmaleão

       Quando Michalangelo concluiu seu Davi, após três anos, (1501-1504), reza a lenda que ele olhou para a obra e disse: “agora fala”, tão orgulhoso que ficou com a perfeição de uma de suas mais famosas obras. A encomenda da obra, foi rejeitada pelos principais mestres renascentistas antes de Michelângelo receber a incumbência. As formas esculpidas no mármore ressaltaram o realismo do corpo nu, e as formas arrendondadas (dizem que com uma certa semelhança com seu criador), não retratavam o Davi enfrentando o Golias, mas sim se preparando para o confronto com o gigante nefelim.

    Uma lenda grega que pode nos remeter à lembrança deste fato é a de Pigmaleão e Galathéa. Pigmaleão era uma escultor que desenvolveu misogenia, tinha horror às mulheres, para ele todas eram cortesãs e libertinas, e por isso esculpiu a mulher perfeita e infortunamente se apaixonou perdidamente por ela.

    Para sorte do Pigmaleão (engraçado como o nome dele começa com Pig, como porco chauvinista que ele era), Afrodite a deusa do amor atendeu suas preces e como não conseguiu encontrar para ele a mulher ideal, transformou a estátua em mulher, que foi chamada de Galathea.

   Em um conto do mestre de ficção científica Isaac Asimov, O Homem Bicentenário, já consagrado nas telas do cinema, Galathea é um modelo assim como Andrew Martin, que passa o filme lutando pelo direito de ser humano.

   

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