Uma Afirmação

Afirmações são frases que são utilizadas para ativar o plano átmico à partir do plano material. Recebi essa afirmação durante uma canalização com um ser de alta vibração espiritual, no entanto entre uma canalização e outra essa afirmação ficou sem autor. Repasso a todos. Realizem-na a todo o momento em que estiverem se sentindo enfraquecidos ou esgotados. Quando acordarem ou quando estiverem em um momento de aflição. Paz e luz!

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“Eu Sou o Filho perfeito de meu Pai;

Eu Sou o perfeito Filho Criativo de meu Pai;

Eu Sou AMOR, pois sou o perfeito Filho Criativo de meu Pai!”

A aparência dos espíritos superiores.

Estava em meus estudos hoje de manhã e me deparei com uma informação interessante. Descobri o porquê de como seres de elevada ascensão espiritual conseguem “aparecer” em fenômenos de visão, apesar de não possuírem mais seus perispíritos.   Quando um espírito na senda do trabalho ascensiona, isto é muda sua vibração para dimensões mais altas, a eles é permitido “atomizar” seu corpo físico e recebê-lo, sendo absorvido pelo corpo crístico na 8° dimensão. Desta maneira manifestam-se com a aparência de quando encarnado.sacred_geometryFazendo uma livre associação das informações deste assunto, talvez tenha sido essa informação gravada no inconsciente coletivo da humanidade que gerou e gera na mente humana a crença de que o corpo será ressurreto no fim dos tempos, ou mesmo a preocupação pela conservação dos corpos dos mortos tão presentes em culturas antigas como a egípcia.

Ritual pessoal de Wesak

 Acabei de fazer um ritual maravilhoso para purificação das energias pessoais e também do ambiente. Primeiro aspergi um preparado com cânfora (ensinado a mim por uma grande amiga e mestra, a Sra. Eneida Castelo Branco), por todos os cantos da casa cantando um ponto de proteção umbandista muito especial. Cada um tem a sua maneira de invocar por proteção mas particularmente uso “Saia-te daqui Oluvaia..” Gosto muito do resultado. Acendi um incenso (Lyrics da Padmini) e nos dedos tocava um cymbal. Isso gerou uma energia muito boa para afastar as energias negativas tanto do ambiente quanto de mim mesmo. Quando terminei e devido estarmos no Wesak quis rezar o mantra  “Name om…” mas só Deus sabe por que esqueci ele como por encanto. Nem na internet consegui achar. Porém enquanto buscava me lembrei de um outro mantra atribuído ao budismo tibetano e todas as buscas na Internet para achar o outro acabava no “OM MANI PADME HUM”. Senti aquilo como um sinal, peguei meu sino de Ísis e uni  os dois sons percorrendo toda a casa novamente. Na outra mão um terço contando as 108 vezes. Quando terminei convoquei na sala o turbilhão das chamas violetas do Mestre Saint Germain  para que transmutasse toda a negatividade e comandei para que ela fosse entregue à minha partícula divina. Depois invoquei a chama dourada , laranja e verde limão pedindo sabedoria, vitalidade e cura nas minhas diversas dimensões. Terminei invocando a chama rosa pedindo para que eu fosse um canal para que fluísse pelo planeta. Encerrei e agradeci muito todas as forças positivas envolvidas pois a energia me deixou meio que em êxtase. E foi tanto que não pude deixar de descrever a felicidade que me causou este ritual. Que o Sr. Buda abençoe a todos!

O Terço do Ho’oponopono

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O Ho’oponopono é uma técnica de cura quântica, quer dizer, sua ação, as palavras ditas, relacionadas com o método, acionam as mudanças internas (que são o objetivo do trabalho, pois sem elas não há mudanças no exterior), pois vibram e oscilam entre as dimensões espirituais e também no tempo e espaço. Essas palavras acima devem ser ditas em cada mistério (10 vezes). A repetição, assim como acontece com os mantras faz a mudança acontecer do inconsciente para o consciente; as vezes através de insights durante situações de conflito, por exemplo.

Bom já coloco aqui como rezar o terço para simples informação aos não católicos, e para relembrar os não praticantes.

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 Como todos podem observar há uma divisão entre cada mistério. Nesta divisão especificamente é onde começa nosso outro trabalho. Este trabalho, assim como o  Ho’oponopono é um trabalho de cura pessoal, para nos ajudar a sair do estado egoico de vítimas das circunstâncias. Vivemos em um mundo onde o conflito entre os seres humanos se tornou uma verdadeira guerra por energia. E é isso o que exatamente são os conflitos. São lutas do ego por domínio e energia. Por que isso acontece? Exatamente por que cortamos nosso suprimento infinito de energia, que é a Luz do Criador, de Seu Filho  e da Suprema Mente Cósmica Espiritual (o Espírito Santo). O ato de agradecer e perdoar é tão sublime aos olhos do nosso Criador, que é capaz de curar toda e qualquer doença seja ela de origem física ou espiritual.

 Pois bem, no lugar do Pai Nosso, estaremos trabalhando as situações que porventura nos tiraram do sério naquela semana, naquele dia através das palavras:  

“EU ACEITO; RECONHEÇO COMO MEU; AGRADEÇO E ENTREGO AO MEU “EU SUPERIOR”, PARA QUE ELE  DESENVOLVA  EM MIM AS QUALIDADES CORRESPONDENTES.”

O terço deve ser feito em duas voltas (108 repetições no total). Com estas palavras você estará abrindo sua intuição para os recados do Universo. Todo trabalho espiritual requer dedicacão, então mãos à obra. AXÉ, SHALOM, ASSIM É!

 

 

 

A Pandora mitológica!

E Deus criou…Pandora…

Adoro este nome…

Acho que se tivesse nascido com o sexo feminino eu gostaria de me chamar assim, é um nome meio drag queen, mas nem tudo no mundo é perfeito. Batizei minha filha com o nome Pandora, uma belíssima gata preta, de olhos dourados. Mas já me perguntaram por que este blog chama-se Caixa de Pandora. Bem, minha Pandora tem uma caixinha de areia, é a caixa da Pandora, e de lá sai a caquinha nossa de cada dia, na hora da limpeza. Bem diferente, mas nem tanto da caixa da Pandora mitológica.

Pandora foi a primeira mulher criada pelos deuses na era de ouro mitológica. O primeiro homem a quem Pandora foi dada se chamava Deucalião. Ao primeiro casal, ou melhor para a primeira mulher, os deuses ofertaram uma caixa para que ela guardasse, e pediram para que ela nunca a abrisse como prova de sua obediência.

Este mito particularmente fala sobre a curiosidade inerente ao sexo feminino, ou melhor à espécie humana, porém mais presente (ou não) na mulher. Comparo aqui com a narrativa hebraica de Eva e o pomo, a trangressão da mulher em abrir a caixa e em comer do fruto proibido versus  a proibição de Deus ou dos deuses ao sagrado, e também ao profano.

Pandora abrindo a caixa, assim como Eva comendo do pomo, traz consequências sérias para a humanidade, pois dentro da caixa os deuses haviam trancafiado todos os males que poderiam assolar a humanidade, por isso este período é chamado de idade de ouro, uma alusão talvez ao ser humano mais rude, mais simples, sem o egoísmo e a cobiça. Estes males também estavam presos na caixa. Quanto a Evaa e a todas suas filhas, restou o pecado original.

Desde então o mundo é assolado pela miséria, pela fome, pela guerra, pelas doenças, e por todos os tipos de maldade que o homem causa ao seu semelhante. No entanto,  Deucalião flagrou sua esposa no último momento  e ela fechou a caixa. Os males do mundo humano haviam escapado, mas no fundo da caixa ficou algo divino, a esperança. Essa continua sendo a última que morre, ou a que fica na caixa de Pandora! 

 

A Mitologia dos Cavaleiros do Zodíaco

   Que eu adoro Cavaleiros do Zodíaco, é ponto pacífico, adoro mesmo, acho uma das mais belas estórias criadas, possui enredo, sensibilidade, e é claro exigiu de seu  autor  Masami Kurumada um estudo aprofundado da mitologia grega. O que vou contar é um pouco desta que considero uma das minhas paixões.

    Toda a primeira fase do desenho é voltada no fortalecimento dos laços entre os cavaleiros de bronze, centrados na figura de Seya de Pégasus, um cavaleiro que por amor à Atena atingiu a divindade, e luta junto à deusa desde as eras mitológicas. Ele e um grupo de crianças órfãs são cuidados por uma instituição que secretamente os estava treinando desde criança para se tornarem cavaleiros.

 

    Durante esta primeira fase chamada de o Torneio Galáctico, os cavaleiros de bronze lutam pela posse da armadura de Sagitário, que foi dada a Mitsumasa Kido, um rico industrial japonês durante uma viagem à Grécia. Ayoros, o cavaleiro de Sagitário, mortalmente ferido, entrega a Mitsumasa a armadura e uma criança. Enquanto agoniza ele revela que aquela não é uma criança qualquer, mas a reencarnação da deusa Atena, mandada por Deus à Terra em seus momentos mais negros e que brevemente bravos guerreiros se uniriam ao seu redor para protegê-la.

    A segunda fase do seriado apresenta os Cavaleiros de Prata. Infinitamente mais fortes do que os cavaleiros de bronze, estes são manipulados pelo Mestre do Santuário, na verdade Saga de Gêmeos dominado por seu lado negro. Usando inclusive de um golpe capaz de controlar mentes, o Satã Imperial, convence todos os cavaleiros do Santuário da Grécia, lar da deusa Atena, que esta estaria em seus aposentos bem guardada. Ele se utiliza de todo o poder do santuário e de seus cavaleiros para matar a verdadeira deusa e seus cavaleiros protetores. Na verdade seu intento era assassiná-la enquanto bebê, o que provocou a fuga e a morte de Ayoros.

    Em um dos ataques contra os cavaleiros, a amazona Shina de Cobra confessa seu amor a Seya, enquanto um cosmo poderoso chega do Santuário e o ataca. É Ayolia, o cavaleiro de Leão. Neste momento a armadura do irmão de Ayolia, Ayoros materializa-se e cobre o corpo de Seya, protegendo-o, o que deixa Ayolia confuso a respeito de sua missão.

    Derrotados os Cavaleiros de Prata, Atena segue até o Santuário para exigir seu posto. Lá chegando é atingida por uma flecha que em 12 horas atingirá seu coração. Para salvá-la os Cavaleiros devem atravessar as doze casas do zodíaco, guardadas pelos cavaleiros de ouro e refletir a luz do escudo de sua armadura sobre seu corpo.

    Uma a uma as casas vão ficando para trás, à custa de um enorme esforço dos cavaleiros de bronze, crianças de 13 a 15 anos enfrentam poderes que ultrapassam a velocidade da luz. Aquilo que dá poder aos cavaleiros, o cosmo, vai aumentando conforme cada vitória. Deste modo os cavaleiros se tornam guerreiros poderosos, faltando apenas um passo para se tornarem semelhantes em poder aos cavaleiros de ouro, o chamado sétimo sentido.

    Todos os cavaleiros recebem um treinamento especial para manipularem o cosmo, que é a força surgida a partir do Big Bang, e que poderia ser controlada por certos indivíduos especiais guiados por suas constelações protetoras. Seya de Pégaso recebe seu treinamento de Marin de Águia no Santuário da Grécia. Shiryu de Dragão recebeu seu treinamento com o velho Mestre Ancião dos Sete Picos de Rohan, na verdade um dos sobreviventes da última guerra santa, Dohko, o Cavaleiro de Libra, contada já na tão popular série “The Lost Canvas”. Shun de Andrômeda recebeu seu treinamento nas Ilhas de Andrômeda com Albiore (ou Albion) de Cefeu, um Cavaleiro de Prata que igualava em poder aos cavaleiros de Ouro, assassinado pelos Cavaleiros de Ouro Milo de Escorpião e Afrodite de Peixes sob o comando do Mestre do Santuário, pois este desconfiava que Atena não se encontrasse sob sua proteção. O Cavaleiro Ikki de Fênix foi treinado pelo Cavaleiro do Diabo, na ilha da Rainha da Morte, lar dos Cavaleiros Negros que aparecem na primeira fase da série. Ikki é quase levado à loucura por seu mestre, que mata sua própria filha, a grande paixão de IKKI  para despertar completamente seu cosmo. Por fim temos o Cavaleiro de Cisne, Yoga, um paradoxo entre a série e o manga. Yoga, Cavaleiro de Cisne originalmente treinou com Camus de Aquário no Norte da Sibéria, no entanto na série da TV, ganhou um novo mestre chamado de Cavaleiro de Cristal, este então o verdadeiro discípulo de Camus.

    Entre outros cavaleiros de ouro que desempenham papel na saga destacam-se Mu de Áries, Aldebaram de Touro, Máscara da Morte de Câncer, Ayolia de Leão, Shaka de Virgem, a encarnação do Buda Na Terra, e Shura de Capricórnio.

   

    Vencida a batalha contra a parte maligna de Saga de Gêmeos, as armaduras dos cavaleiros destruídas na batalha das doze casas são revividas pelo sangue dos cavaleiros de ouro.

    Após a batalha das doze casas, Atena é raptada por Poseidon, o deus dos mares. Na série da TV se inicia a batalha de Hilda de Polaris de Asgard, a qual farei um comentário à parte em outra oportunidade.

     Atena e Poseidon possuem uma inimizade desde que Atena recebeu a honra de ter seu nome e ser cultuada na cidade grega de Atenas. Conflito este que se prolongou desde a guerra de Tróia aos dias atuais. Não se sabe onde, mas existia uma tensão sexual grande entre eles, e Kurumada trouxe isto ao anime. Julian Solon, filho do dono da maior frota marítima do Mediterrâneo é escolhido por Poseidon para ser seu hospedeiro nesta época. Poseidon permanecia adormecido desde a era mitológica em sua ânfora coberto pelo selo de Atena.

    Antes de ser dominado pelo seu lado negro, há treze anos, Saga de Gêmeos lutou contra seu irmão gêmeo Kanon, pois este ambicionava tomar posse do Santuário. Saga o trancafiou em uma prisão no cabo Sunion, onde as águas quase o afogavam na maré. Ali, sob as cavernas ele descobriu a ânfora de Poseidon, rodeado pela armadura do deus do mar e seus generais chamados Marinas. Kanon desfaz o selo e desperta Poseidon. Sabendo que Atena tinha reencarnado na Terra, ele projetou seu cosmo sobre Julian Sólon e exigiu que Kanon o acordasse somente em treze anos quando Atena estivesse preparada para uma nova batalha.

   

    O prelúdio do despertar de Poseidon são as chuvas torrenciais e enchentes que ocorrem pelo mundo todo. Segue-se o rapto da deusa, pois o rapaz Julian se apaixonou por Atena, até então Saori Kido, neta do magnata japonês. Atena é presa no pilar principal do templo do mar, enquanto o templo enche-se com a água que deveria cair sobre a Terra.

    Os Cavaleiros procuram o Mestre Ancião para saber o acesso ao templo sob os mares. Seya e Shun são os primeiros a chegar e encontram Tetis de Sereia. Um a um os Cavaleiros se dirigem às colunas do templo de Poseidon, cada uma guardada por um General Marina. Nesta nova batalha enfrentam Bian de cavalo Marinho no Pilar do Pacífico Norte; Io de Scylla guardião do Pilar do Oceano Pacífico Sul; Krishna de Chrysaor, guardião do Pilar do Oceano Índico; Kasa de Lymnades, guardião do Pilar do Oceano Antártico; Isaak de Kraken, guardião do Pilar do Oceano Ártico; Sorento de Sirene, guardião do Pilar do Oceano Atlântico Sul; Kanon de Dragão Marinho, guardião do Pilar do Oceano Atlântico Norte. Somente com estes pilares destruídos se poderia quebrar o pilar principal do templo.

    Nesta batalha além de Seya, Hyoga e Shiryu vestem as armaduras de Sagitário, Aquário e Libra, libertam Atena e usando seu cosmo conjunto colocam Poseidon para adormecer mais uma vez. Da batalha sobreviveram Kanon, que enfrentou Ikki de Fênix, que reconheceu seu cosmo como de seu irmão gêmeo Saga, Tetis e Sorento.

    Brevemente postarei sobre a última fase a batalha de Hades, a fase mais perigosa e bela de todas. Também falarei sobre o cosmo, golpes dos cavaleiros e outras coisas que fizeram desta série uma das mais assistidas de todos os tempos.

A reencarnação, seus mitos e atualidades.

    A primeira religião que realmente pregou a imortalidade e transcendência da alma humana, ou melhor dizendo, a reencarnação, foi o hinduísmo, que é uma das, senão a mais velha religião do mundo. Suas origens remontam às tradições orais passadas de pai para filho, e após a invenção da escrita nesta região do mundo, estas tradições foram transcritas em escrituras sagradas, algumas delas reconhecidamente são as mais velhas do mundo. Entre essas podemos destacar os Vedas, os Upanishades, os Tantras e os Puranas, além dos poemas épicos como o Ramayana e o Baghadaghita e o Mahabarata. Nestas obras se discutem a mitologia e  a filosofia desta religião que pela sua tradição oral inicial, não possui um fundador histórico.

    Sendo uma das religiões mais plurais do mundo quando se trata da crença de seus eguidores, podemos destacar por exemplo o culto a Krishna, uma das encarnações na Terra do deus Vishnu, que forma com Brahma e Shivah a trindade sagrada do chamado brahmanismo. Além destes deuses a religião hindu incorpora as entidades celestiais chamadas devas, os “brilhantes”, considerados como outros deuses e deusas deste panteão, onde destacam-se figuras como a de Lakshimi, Hanuman e de Ganesha.

    Como seres celestiais os devas devem guiar os seres humanos ao moksha, a iluminação,  ou seja à libertação da roda do samsara, o ciclo de nascimentos e renascimentos que os seres humanos são condenados através do acúmulo do Karma em suas encarnações, a lei de ação e reação do universo.

    Essa explicação da religião hindu é extremamente parecida com a atual filosofia do espiritismo. Certamente existem diferenças básicas entre as duas religiões. O espiritismo por exemplo não aceita o fenômeno da mentapsicose, apesar do termo se referir à transmigração da alma, esta pode não acontecer necessariamente em outro corpo humano, mas também em animais e vegetais.

    O espiritismo se instaura como uma religião de cunho positivista, procurando explicações e embasamento nas ciências e teorias de sua época. Uma delas, o evolucionismo de Darwin dá ao espiritismo a afirmação de que um espírito que alcançou o estágio de desenvolvimento humano, não poderá retornar a um estágio anterior de sua própria evolução, portanto, segundo o espiritismo e o darwinismo não existe uma involução. O que é aceitável ao espiritismo é que a degradação moral do indivíduo pode levá-lo a um processo de estagnação de seu processo evolucionário, o que acarretaria em um maior número de encarnações conforme seus próprios erros (aqui a noção de karma se aproxima muito da necessidade reencarnatória do espiritismo).

    Voltando à antiga Grécia, também podemos encontrar mitos sobre a reencarnação. Na margem do rio Lete nos campos Elíseos uma grande fila de espíritos bebem do rio e de suas águas do esquecimento aguardando sua vez de tomar um novo corpo, destituído de suas antigas memórias, procurando uma nova chance em uma nova vida. Os gregos também admitiam mentapsicose neste processo. É o que narra Enéas em sua descida ao Hades acompanhado de Sibila.

    Sabemos que o espiritismo ensina que o espírito em preparação para a reencarnação passa por um processo de esquecimento, processo este para que a nova vida, junto a outros espíritos seja desprovida de velhas animosidades.

    No cristianismo primitivo a idéia de uma vida próxima, na famosa frase de Jesus, “O reino de Meu Pai não é deste mundo”, estabelece a existência de uma outra vida após a morte do corpo físico. A reencarnação foi muito difundida nos primeiros anos do cristianismo enquanto não havia a institucionalização de uma igreja com regras e dogmas.

    Na verdade foi no Concílio de Nicéia no ano de 325 que sob as ordens do Imperador Constantino, reuniram-se pela primeira vez os bispos cristãos, e onde se renegou a reencarnação em favor da ressurreição, e  inclusive sua supressão das escrituras com a imposição dos evangelhos canônicos. Este fato além da divindade ou não de Jesus foram discutidos na chamada Questão Ariana.

As bruxas ontem e hoje

   

    O imaginário popular imagina a bruxa como uma velha encarquilhada e que usa de sortilégios mágicos para conquistar os homens e comer criancinhas (sem nenhum trocadilho maldoso). No sabath mágico do ideário da idade média realizavam os rituais onde invocavam o próprio satã para possuí-las, de onde retiravam seu poder maléfico.

    Claro que este fato distorcido sobre os rituais pagãos levaram diversas mulheres à fogueira durante os períodos da Inquisição na Europa. A Igreja Católica usou diversas mentiras sobre a velha religião para calar e colocar as mulheres em seu devido lugar. Foram para fogueira principalmente curandeiras, parteiras, ou quaisquer espíritos femininos que apresentassem pensamento livre e não subserviente. 

    Durante a era mitológica as bruxas eram seres muito próximos aos deuses. Por exemplo a feiticeira Circe, filha da deusa do submundo Hécate; morava em uma ilha paradisíaca Eana, onde foi exilada (um exílio paradisíaco), e costumava transformar os homens que aportavam na ilha em animais, como descobriu Ulisses na Odisséia de Homero. Ela possuía o poder de uma deusa, porém seu corpo era mortal, e Ulisses se aproveitou deste fato para libertar seus homens.

    Hécate, a deusa do submundo,  da lua em seu aspecto noturno, negro e também das encruzilhadas, onde geralmente se enforcavam os criminosos. Um fato interessante sobre as encruzilhadas onde haviam enforcados é que em algumas tradições ali se encontrava a erva chamada mandrágora. Reza a lenda que os homens enforcados ejaculam e o sêmem que cai na terra produz esta erva especial muito parecida com um homúnculo, por isso ótima para magia.

    A deusa Hécate também era chamada de Hecatae, pois ela também podia se apresentar sob três formas, a jovem, a mãe e a avó, assim como a lua aparece sob três formas, a crescente, a cheia e a minguante. Não vemos a lua nova e esta é associada a Lilith, outro ser do submundo relacionado a magia em várias correntes antigas e atuais e que aparece em vários contos mitológicos como uma deusa-mulher-demônio. Na tradição cabalística Lilith foi a primeira mulher criada por Deus, porém como não se submeteu ao outro sexo foi jogada fora do paraíso e condenada ao inferno.

    Hécate é cultuada até hoje nos rituais wiccans.

    Outra filha de Hécate foi Medéia, em outros contos era sobrinha de Circe. Era uma feiticeira poderosa e que aparece nos contos de Jasão e os Argonautas. Medéia era capaz de devolver a juventude às pessoas. Se apaixonou por Jasão e o auxilou na empreitada contra seu pai, o rei Eetes da Cólquida. Através de seus sórtilégios Jasão pôde vencer os touros que soltavam fogo pelas narinas e lavrar os campos, e vencer o exército nascido dos dentes da Equidina, e assim levar o velocino de ouro de volta à Tessália. Medéia possuía uma carruagem de ouro e pedras preciosas puxada por serpentes que desciam dos céus durante a noite, hora em que praticava sua arte. Existem muitas contradições sobre esta personagem, mas em uma delas, traída por Jasão, mata a rival e vinga-se do marido matando os filhos.

    Na mitologia, ou no paganismo os rituais de mulheres feitos para mulheres e somente para olhares das mulheres ainda hoje é um tabu ao sexo masculino, talvez a fonte de todas as atribulações passadas pelo sexo feminino, até mesmo ao surgimento de sociedades secretas tidas como masculinas.

    Os pensamentos de elevada moral e não subserviência daquelas que pereceram pela brutalidade, incompreeensão e mesmo interesses excusos de seu sexo companheiro não apagaram a chama que ainda vive e queima no coração das bruxas modernas.

    A wicca, a religião do velho mundo ainda conserva viva o ideário da deusa mãe do poder da mulher.

Davi de Michelângelo e Galathea de Pigmaleão

       Quando Michalangelo concluiu seu Davi, após três anos, (1501-1504), reza a lenda que ele olhou para a obra e disse: “agora fala”, tão orgulhoso que ficou com a perfeição de uma de suas mais famosas obras. A encomenda da obra, foi rejeitada pelos principais mestres renascentistas antes de Michelângelo receber a incumbência. As formas esculpidas no mármore ressaltaram o realismo do corpo nu, e as formas arrendondadas (dizem que com uma certa semelhança com seu criador), não retratavam o Davi enfrentando o Golias, mas sim se preparando para o confronto com o gigante nefelim.

    Uma lenda grega que pode nos remeter à lembrança deste fato é a de Pigmaleão e Galathéa. Pigmaleão era uma escultor que desenvolveu misogenia, tinha horror às mulheres, para ele todas eram cortesãs e libertinas, e por isso esculpiu a mulher perfeita e infortunamente se apaixonou perdidamente por ela.

    Para sorte do Pigmaleão (engraçado como o nome dele começa com Pig, como porco chauvinista que ele era), Afrodite a deusa do amor atendeu suas preces e como não conseguiu encontrar para ele a mulher ideal, transformou a estátua em mulher, que foi chamada de Galathea.

   Em um conto do mestre de ficção científica Isaac Asimov, O Homem Bicentenário, já consagrado nas telas do cinema, Galathea é um modelo assim como Andrew Martin, que passa o filme lutando pelo direito de ser humano.

   

A vingança grega!

   Que os gregos e romanos tinham deuses para tudo, é de conhecimento geral, porém um dos principais cultos tanto na Grécia como em Roma eram os dos deuses da vingança. Geralmente eram deuses e deusas do submundo como as Fúrias, este nome usado em Roma, ou Erínias na Grécia. Seus nomes eram Tsífone (Castigo), Megera (Raiva Ciumenta) e Alecto (Interminável). Todas eram criaturas pavorosas, que nasceram do sangue de Urano que caiu sobre a Terra (Gaia),  quando este foi castrado. Viviam nas profundezas do Hades onde torturavam os culpados. Eram invocadas em rituais de sangue e vingança entre famílias e traição entre amantes. Posuíam um corpo de mulher velha, cabeça de cão e cobelos de serpentes. Não confundir com as górgonas.

    Outra figura importante no Olimpo, quando se tratava de vingança, era a deusa Nêmesis, que significa Vingança Divina. A filiação de Nêmesis é um tanto complicada, pois alguns mitos a tomam como filha de Zeus e de sua segunda esposa, a titânide Têmis; outros a colocam como filha da Deusa Nix e de Érebus, deuses da noite, enquanto outros a colocam como uma titânide concebida no momento em que Gaia deu à luz a Têmis.

    Outro mito ainda nos conta que ela é filha de Afrodite e Ares.

    No entanto, o papel desta deusa é de trazer a justiça divina (olimpiana) aos mortais que ofenderam os deuses. Era uma deusa que residia no Olimpo, apesar das dúvidas quanto à sua origem ser trevosa ou não.

   De qualquer modo, a maioria dos contos sobre esta deusa em particular apontam para o fato de que ela foi educada junto às Moiras, (Parcas para os romanos), Clothos (a que torce o fio), Lachesis (a que enrola e mede) e Athropos (a que corta), as deusas que determinam o destino e o fio da vida de mortais e deuses.

   Têmis, ou Justitia para os romanos, foi a segunda esposa de Zeus e é a representação da justiça na Terra. Ainda hoje os tribunais terrestres carregam sua imagem com a venda, símbolo que a justiça é cega; em uma das mãos a balança, simbolizando que a justiça é ambígua, e pode pender para os dois lados; em outra mão Têmis carrega a espada simbolizando a punição mortal e divina. Estes atributos das duas deusas Têmis e Nêmesis (não descartando ser uma mãe da outra), foram segundo as fontes disponíveis, aprendidos com as Moiras. Sendo deusas do destino, dos deuses e da humanidade, a vingança e a justiça eram conceitos muito semelhantes aos vaidosos imortais. Tão profundamente humano!